Publicações
Textos e pesquisa sobre ciclo de capital, governança, saúde e tecnologia. Escrevo para contribuir com os setores em que trabalho.
Nesta fase os textos são publicados no Substack e no LinkedIn, e este acervo aponta para lá. Cada link abre em nova aba.
Conglomerado Bradsaúde: as seis agendas a serem observadas Em abril de 2026 a Odontoprev deixou de ser operadora e virou Bradsaúde, holding das participações de saúde do Bradesco: 13,6 milhões de beneficiários e R$ 53,7 bilhões de receita em doze meses. O artigo percorre o que o grupo arquivou na CVM e na ANS e enumera as seis agendas que o setor terá de observar. Ler no Substack ↗ A Bolha da Saúde
Dez artigos sobre o ciclo da saúde suplementar na B3 entre 2004 e 2026, escritos a partir de demonstrações auditadas, cotações da bolsa e documentos arquivados na CVM. A pergunta que organiza a série é onde foi parar o valor e o que, na governança, deixou ele ir. Toda bolha foi, um dia, uma tese bem contada — e as companhias aqui são nomeadas com dado público; o que se generaliza é o mecanismo, não o caso. Fui executivo da Dasa e da Delfin, respondi pelo P&L da Amil e presidi a Croma, joint venture de que a Bradsaúde é sócia; digo isso em cada texto em que o período me alcança.
A ordem de leitura não é a de publicação: comece pela abertura, siga pelo prólogo e depois pelos artigos numerados.
- Abertura
O que eu não respondi em agosto Refiz a conta com a janela ampliada até 21 de agosto de 2026, e a perda real sai de R$ 182 bilhões para R$ 232 bilhões. O texto abre a série: explica como a medição é feita, por que a janela começa cinco pregões depois do último resultado trimestral, e lista as dez perguntas que cada artigo vai responder. - Prólogo
Onde foi parar o valor da saúde suplementar Treze companhias de saúde negociando na B3 em novembro de 2021, contadas como dez grupos econômicos para que as duas pontas carreguem os mesmos ativos. Em 21 de agosto de 2026 sobra menos de um terço: de R$ 265,66 bilhões para R$ 103,27 bilhões, uma perda real de R$ 232 bilhões já corrigida pelo IPCA do período. - 1/10
A mecânica do preço e a ilusão dos múltiplos históricos Entre novembro de 2021 e agosto de 2026, o resultado operacional mediano das dez companhias subiu 47% enquanto o múltiplo que o mercado pagava caiu de 18,4 para 2,6 vezes. O colapso veio do preço, não da operação — e o juro explica 6,25 dos 33 pontos de diferença. Os outros 27 são o objeto da série. - 2/10
Seria a Amil um caso de turnaround? A Amil saiu de prejuízo de R$ 4,0 bilhões em 2023 para lucro de R$ 5,4 bilhões em 2025, e a própria companhia declara que dois terços desse lucro não passaram pelo caixa. O que as demonstrações auditadas mostram sobre a correção de rota, sobre o que sobra da operação depois da correção de rota. - 3/10
Conglomerado Bradsaúde: as seis agendas a serem observadas Em abril de 2026 a Odontoprev deixou de ser operadora e virou Bradsaúde, holding das participações de saúde do Bradesco: 13,6 milhões de beneficiários e R$ 53,7 bilhões de receita em doze meses. O artigo percorre o que o grupo arquivou na CVM e na ANS e enumera as seis agendas que o setor terá de observar.
Coparticipação
Uma investigação em três partes sobre o que se paga na coparticipação do plano de saúde, sobre que base a cobrança é calculada, e o que a empresa contratante pode fazer antes de descontar o valor em folha.
- 1/3
Coparticipação no plano de saúde: um guia para entender o que você paga Quase metade dos brasileiros com plano convive com alguma forma de coparticipação, e boa parte sem saber como ela funciona. A regra dos 40% não existe, e o percentual sozinho não diz quase nada. - 2/3
Coparticipação: de benefício de retenção a passivo de governança O mesmo exame de sangue, no mesmo laboratório, custou R$ 3,59 numa data e R$ 96,72 em outra. A tabela do procedimento não mudou — mudou a base sobre a qual o percentual incide. - 3/3
Uma fatura que eu não consegui(a) conferir A coparticipação de todas as operadoras do país, somada nas demonstrações contábeis da ANS, trimestre a trimestre, de 2022 a 2025: R$ 12,98 bilhões por ano, e crescendo.
IA e Regulação
Dois textos sobre o descompasso entre a velocidade da inteligência artificial e a velocidade de quem a regula: o que outros países destravaram para usar IA em saúde e o que é exequível no Brasil, e o debate sobre cadenciar o avanço dos modelos de fronteira.
- 01
Regular para destravar: como outros países estão criando caminhos para a IA em saúde — e o que o Brasil pode fazer na segunda-feira A Resolução CFM nº 2.454/2026 entrou em vigor e provocou uma enxurrada de análises. Quase todas apontaram falhas de redação. Este texto olha para o que outros países destravaram e para o que é exequível aqui. - 02
O dilema do freio: quem controla a IA quando ela passa a construir a si mesma? Dario Amodei propõe cadenciar o avanço dos modelos de fronteira para que a governança consiga alcançá-los. Comento cinco tensões do argumento: a concorrência comercial, o desalinhamento fora das fronteiras democráticas, a destilação que barateia a cópia, a infraestrutura física como árbitro geopolítico e a velha pergunta de quem audita o auditor.
Reúno aqui o que escrevo, com link para a fonte. As análises usam apenas informação pública — demonstrações auditadas, cotações da B3, documentos arquivados na CVM e dados publicados pela ANS. Falar comigo.